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"Temos 27 alavancas poderosas para mover o Brasil”, diz Pimentel

01/08/2012

Belo Horizonte (1º de agosto) – “O governo federal é a base de apoio de 27 alavancas poderosas, formadas pelos governos estaduais e suas economias. Se movimentarmos todas juntas, moveremos o Brasil”, disse o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, nesta quarta-feira (1º), durante a abertura da 1ª. Conferência Estadual de Desenvolvimento Regional de Minas Gerais, que acontece até a próxima sexta-feira, na Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves, na capital mineira.
 
O evento, organizado pelo Ministério da Integração e pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional e Política Urbana (Sedru), marca o início do processo de territorialização do Plano Brasil Maior, política industrial, tecnológica, de serviços e de comércio exterior lançada em 2011, pela presidenta Dilma Rousseff, para melhorar a eficiência produtiva, promover modernização tecnológica e aumentar a produtividade da indústria brasileira em escala internacional. Por meio de um ciclo de conferências como essa, o governo federal pretende inserir o Brasil Maior em todas as unidades da Federação, mobilizando agentes públicos e privados e estabelecendo agendas tecnológicas regionais.
 
Também presente na cerimônia, o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, destacou a parceria interministerial nesse trabalho. “O Ministério da Integração foi convidado a assumir a Coordenação Sistêmica de Ações Especiais em Desenvolvimento Regional do Plano Brasil Maior. Então estamos aqui, nesta primeira conferência, para refletir sobre a promoção do desenvolvimento regional. Apesar de já ter reduzido significativamente a quantidade de pessoas extremamente pobres no Brasil – de 25% para 8% da população – o governo federal ainda pretende tirar 16 milhões de brasileiros da extrema pobreza. E, para isso, temos que institucionalizar o ‘pensar regional’, estimular os investimentos e resgatar as agências de desenvolvimento regional”, destacou. Ele mencionou, também, que o processo de territorialização do Brasil Maior vai diminuir os riscos de “reconcentração do desenvolvimento brasileiro”.
 
Para o governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, é emblemático que seu Estado realize a primeira das 27 conferências estaduais. “Minas é um espelho do Brasil. Aqui se encontram todas as agruras e privilégios observados pelo País. Temos níveis baixíssimos e, ao mesmo tempo, muito altos de desenvolvimento. Essas desigualdades são desafios imensos, que refletem com precisão os desafios do ‘Brasil rico’ e ‘do Brasil em desenvolvimento’, assinalou.
 
Pimentel explicou que o processo de territorialização do Brasil Maior enfatizará, a partir da definição da pauta setorial e temática de cada Estado, a articulação entre políticas com as quais apresente elevada complementaridade e potencial de sinergia, respeitando as especificidades produtivas locais. Dentro desse propósito acontece, na tarde desta quarta-feira, no âmbito da Conferência, o Encontro dos Núcleos Estaduais de Arranjos Produtivos Locais (APL), da Rede Nacional de Política Industrial (Renapi) e da Rede Nacional de Informações sobre o Investimento (Renai). O objetivo da reunião é promover a construção conjunta de agendas de desenvolvimento produtivo com foco no adensamento de cadeias produtivas locais, regionais e nacional, no enraizamento das atividades produtivas locais, nas compras governamentais e nas agendas tecnológicas estaduais.
 
Os próximos estados a realizar o evento são Mato Grosso do Sul, Espírito Santo e Acre, ainda em agosto. Após a realização das 27 Conferências Estaduais de Desenvolvimento Regional, serão promovidos cinco seminários macrorregionais, para definir agendas regionais a partir das agendas estaduais, e um seminário nacional, para definição dos temas que exigem tratamento nacional e que podem ser propostos aos Conselhos de Competitividade Setorial do Plano Brasil Maior.
 
O esforço de territorialização do Plano Brasil Maior é realizado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e demais parceiros do Grupo de Trabalho Permanente para Arranjos Produtivos Locais, no âmbito da Coordenação Sistêmica de Ações Especiais em Desenvolvimento Regional.
 
Foto: Jefferson Rudy/Ascom MDIC

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