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Manufatura Avançada

No dia 29/11/2016 o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) e o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) lançaram estudo “Perspectivas de especialistas brasileiros sobre oportunidades e desafios para a manufatura avançada no Brasil”, resultado de workshops realizados em sete estados brasileiros durante este ano, dos quais participaram 300 especialistas em inovação.

Acesse aqui o estudo Perspectivas_de_especialistas_brasileiros_sobre_a_manufatura_avançada_no_Brasil.pdf

English version of the report: Perspectives of Brazilian Specialists on Advanced Manufacturing

 

MANUFATURA AVANÇADA

O tema manufatura avançada (ou Indústria 4.0) refere-se à 4ª revolução industrial, caracterizada pela integração e o controle remotos da produção, a partir de sensores e equipamentos conectados em rede (sistemas de automação associados a sistemas ciberfísicos).

Nessas indústrias inteligentes, linhas de montagem e produtos “conversam” ao longo do processo de fabricação e de produção. Unidades em diferentes lugares também trocam informações de forma instantânea sobre compras e estoques. Segundo um estudo da consultoria americana Gartner em Amberg, a expectativa é que num futuro tecnológico próximo, sem a interferência de funcionários, máquinas fabricarão continuamente e sob medida (com um baixíssimo índice de defeitos) diferentes componentes encomendados pelo sistema logístico.

O cruzamento de informações possibilita conectar o pedido de compra, a produção e a distribuição, não dependendo apenas de pessoas para tomada de decisões, exigindo novas formas de gestão e engenharia em toda a cadeia produtiva.

Este momento tecnológico é fruto da combinação de três aspectos: a) o avanço contínuo da capacidade dos computadores e das interfaces software-usuário; b) da digitalização da informação (desde a concepção dos produtos, passando por testes com materiais, protótipos e leiautes, até a organização da linha de produção e dos respectivos estoques fabris); e c) das novas estratégias de inovação, que são impulsionadas pela integração dessas tecnologias supracitadas com as tecnologias mecânicas e eletrônicas.

Neste cenário de indústria avançada, são consideradas tecnologias direcionadoras de ações:

  1. robótica colaborativa;

  2. transportes autônomos;

  3. inteligência artificial;

  4. tecnologia móvel;

  5. cloud computing;

  6. big data;

  7. crowdsourcing;

  8. novas fontes de energia;

  9. internet das coisas;

  10. manufatura aditiva;

  11. nanotecnologia;

  12. biotecnologia e genética;

  13. novos materiais; etc.

Essas tecnologias combinadas geram conjuntos de oportunidades de manufatura competitiva sem precedentes. A expectativa é que até 2025, os processos relacionados à Manufatura Avançada poderão: (i) reduzir custos de manutenção de equipamentos (10% a 40%); (ii) reduzir o consumo de energia (10% a 20%) e (iii) aumentar a eficiência do trabalho (10% a 25%) (MCKINSEY, 2016).

Considerando que essa nova revolução industrial está alterando a competição empresarial global através de sistemas avançados de manufatura, o País e as empresas brasileiras necessitam se adaptar a essa revolução já em curso. Tais transformações configuram o espaço natural para uma política de inovação e de competitividade. Assim, em 2015, a Secretaria de Inovação de Novos Negócios/MDIC e o Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação criaram uma força-tarefa com a participação de diversas instituições com objetivo de elaborar a Estratégia Nacional para Manufatura Avançada.

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