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Grupo de Trabalho para Arranjos Produtivos Locais se reúne em Brasília

Criado: Terça, 05 de Junho de 2018, 11h51 | Publicado: Terça, 05 de Junho de 2018, 11h51 | Última atualização em Terça, 05 de Junho de 2018, 11h54

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Integrantes discutiram novas ferramentas de fomento da política pública, como publicação de portaria e lançamento de um novo Observatório Brasileiro de APLs

Brasília (5 de junho) - A Secretaria de Desenvolvimento e Competitividade Industrial (SDCI) do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) realizou, nesta segunda e terça-feira, a I Reunião Plenária do Grupo de Trabalho Permanente para Arranjos Produtivos Locais (GTP APL) com os Núcleos Estaduais de 2018, em Brasília. No encontro, representantes do governo federal e estadual e do setor privado debateram sobre os lançamentos do MDIC para APLs.

Foi publicada hoje no Diário Oficial da União a Portaria  Nº 958-SEI, de 01 de junho de 2018, que regulamenta o GTP APL como instância competente para tratar de estratégias de desenvolvimento produtivo que estimule processos locais de desenvolvimento, por meio da promoção da competitividade e da sustentabilidade dos empreendimentos no território dos APLs trabalhados. Além disso, ela atualiza as diretrizes do Grupo,  instituído pela Portaria Interministerial nº 200, de  2004. O GT é composto por 35 instituições governamentais e não-governamentais de abrangência nacional, dentre as quais 12 são ministérios.

O Grupo de Trabalho visa alcançar o desenvolvimento econômico, o desenvolvimento regional para redução das desigualdades sociais e regionais, a inovação tecnológica, a expansão e a modernização da base produtiva, o crescimento do nível de emprego e renda, o aumento da escolaridade e da capacitação e o desenvolvimento sustentável. Para o MDIC, a portaria traz três principais conquistas: o resgate das políticas de desenvolvimento, a priorização de atividades, regiões e atores geralmente não contemplados e a intensificação das articulações e dos esforços de coordenação abrangendo as diferentes atores e focos de atuação.

Durante a abertura da reunião, o secretário de Desenvolvimento e Competitividade Industrial, Igor Calvet, falou sobre a importância das ações de fomento aos Arranjos Produtivos Locais e o desafio de fazer com que a política siga viva nos próximos governos. “O Grupo de Trabalho deve propor uma agenda estratégica para os próximos anos e manter uma integração com os estados para que as ações sejam eficazes na ponta e cheguem às nossas empresas”, afirmou.

Também foi lançado o Novo Observatório Brasileiro de Arranjos Produtivos Locais,  desenvolvido pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT). O site foi reestruturado e ficou mais intuitivo e informativo, conforme pode ser visto no link:  http://www.observatorioapl.gov.br

Agora ficou mais fácil analisar os dados e elaborar indicadores capazes de medir a eficiência das políticas públicas para APLs. Também houve mudança nos sistema de cadastro de dados, que agora tem filtros para auxiliar a identificação dos arranjos, por estado, por setor e por grau de informação.

Dentro do Observatório foi lançada também a plataforma do VISÃO, um sistema de dados georreferenciados que permite a disponibilização e visualização de informações provenientes de diversas bases de dados, baseadas em localização geográfica, para dar suporte à tomada de decisão. A plataforma pode auxiliar na extração de dados, análise e desenvolvimento de inteligência sobre os setores industriais.

A primeira versão do VISÂO foi desenvolvida como forma de proporcionar uma visualização inteligente dos dados levantados pela Rede de Pesquisa em Arranjos e Sistemas Produtivos e Inovativos Locais (Redesist) e relacioná-los aos dados de outros produtores de informação pública brasileiros. A Redesist  é uma rede de pesquisa interdisciplinar, sediada no Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro e que conta com a participação de várias universidades e institutos de pesquisa no Brasil, além de manter parcerias com outras instituições da América Latina, África, Europa e Ásia. 

O que são Arranjos Produtivos Locais

Os APLs são agrupamentos de empresas que estão num mesmo espaço físico e que apresentam especialização produtiva semelhante, além de manterem vínculos de articulação, cooperação e aprendizagem entre si e com associações empresariais, instituições de crédito, de ensino e governo. O objetivo desse agrupamento tem por objetivo melhorar o desempenho produtivo, o que pode ajudar no desenvolvimento da economia regional.

Desde 2004, o governo  federal estimula e atua para que empresas do mesmo setor ou que fazem parte da mesma cadeia produtiva organizem, juntas, práticas de cooperação, interação e treinamento. No último recadastramento realizado em 2015, havia no país 677 Arranjos Produtivos Locais que geravam três milhões de empregos diretos em todas as cinco regiões brasileiras. Os APLs estão presentes em aproximadamente 40% dos municípios brasileiros e reúnem mais de 290 mil empresas de 59 setores produtivos, grande parte delas nas regiões Sudeste e Centro-Oeste.

As empresas que fazem parte de APLs têm ganhos tanto em competitividade quanto em escala. Alguns APLs, por exemplo, dividem maquinário, outros organizam capacitação e também buscam suprir as necessidades de mercado em conjunto. Além disso, a organização traz outras vantagens, como mais facilidade em organizar treinamento e capacitação de mão de obra e os custos podem ser divididos.

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