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Em Washington, Marcos Jorge defende aço brasileiro de eventual sobretaxa dos EUA

Criado: Quarta, 28 de Fevereiro de 2018, 11h08 | Publicado: Quarta, 28 de Fevereiro de 2018, 11h08 | Última atualização em Quarta, 28 de Fevereiro de 2018, 11h44

27.02.2018

Ministro esteve reunido com secretário de Comércio norte-americano; comércio bilateral foi tema central da agenda

Washington (27de fevereiro) - O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge, reuniu-se, no início da tarde desta terça-feira (27), com o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Wilbur Ross, para tratar de temas relacionados ao comércio bilateral. A pauta central foi a possibilidade, estudada pelo governo do presidente Donald Trump, de sobretaxar as importações de aço norte-americanas. Medida que, se confirmada, afetará produtores brasileiros. O ministro defendeu a complementaridade do comércio entre ambos os países e disse que o aço brasileiro não ameaça os EUA. O embaixador do Brasil em Washington, Sérgio Amaral, também participou do encontro.

O Brasil foi o segundo maior fornecedor de produtos siderúrgicos para os Estados Unidos em 2016, atrás apenas do Canadá. O ministro Marcos Jorge defendeu a complementaridade no comércio desse setor entre os dois países uma vez que o Brasil fornece cerca de 50% de semiacabados de ferro e aço importados pelos Estados Unidos, utilizados como insumos pela indústria de transformação do país.

Por outro lado, ressaltou Marcos Jorge, o Brasil é um grande importador de carvão mineral utilizado em autos fornos siderúrgicos. "Somos o maior consumidor internacional desse produto norte-americano. Uma eventual aplicação de medida que impacte a nossa produção de aço pode refletir diretamente na nossa necessidade de consumo de carvão mineral", alertou.

Aço

O governo norte-americano estuda três possibilidades de sanções tarifárias contra as importações de aço. Na avaliação dos EUA, reduzir importações pode contribuir para o aumento da utilização da capacidade instalada das siderúrgicas do País. Para Marcos Jorge, o Brasil deveria ficar de fora de qualquer uma dessas medidas. “Explicamos isso ao secretário, que esteve bastante atento aos nossos argumentos”, disse.

Ross se comprometeu a analisar os números apresentados pela delegação brasileira e repassá-los ao presidente Trump, que é quem vai definir essa situação. Ele, entretanto, tranquilizou os brasileiros ao dizer que, mesmo que haja alguma aplicação de medida que afete o Brasil, ainda haverá a possibilidade de pedido de recurso, o que poderia reverter a eventual taxação.

O ministro Marcos Jorge saiu da reunião confiante. "O secretário Wilbur Ross nos recebeu muito bem. Esteve atento aos nossos argumentos e disse que vai rever os números do comércio bilateral que envolvem o setor siderúrgico e de carvão mineral", disse, complementando que o governo brasileiro segue confiante na complementaridade do comércio e que uma possível aplicação de medida contra produtos brasileiros poderá reverter em perdas para a própria indústria norte-americana.

Os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial do Brasil. Em 2017, o fluxo comercial foi de mais de US$ 50 bilhões, envolvendo mais de 20 mil empresas. O desempenho no ano passa teve um incremento de 10,1% em relação ao ano de 2016.

A reunião também tratou de temas como etanol, trigo, convergência regulatória e outros. O ministro brasileiro avalia que a reunião foi bastante positiva.

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