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Marcos Pereira destaca saldo histórico de US$ 67 bilhões na balança comercial de 2017

Criado: Terça, 02 de Janeiro de 2018, 19h56 | Publicado: Terça, 02 de Janeiro de 2018, 19h56 | Última atualização em Terça, 02 de Janeiro de 2018, 19h58

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Para o ministro, aumento das exportações e das importações indica retomada do crescimento da economia brasileira

Brasília (2 de janeiro) – Em entrevista coletiva na sede do MDIC em Brasília, para comentar os dados da balança comercial do ano, o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Marcos Pereira, destacou o saldo comercial recorde atingido pelo Brasil, de US$ 67 bilhões, e o primeiro crescimento das exportações brasileiras depois de cinco anos e das importações em três anos.

As vendas externas do país totalizaram US$ 217,746 bilhões, no ano passado. Sobre 2016, foi registrado crescimento de 18,5%, pela média diária.

Ao falar do balanço das importações, o ministro lembrou que elas somaram US$ 150,745 bilhões e que houve um acréscimo em relação a 2016 de 10,5%, pela média, sobre o mesmo período anterior (US$ 137,552 bilhões). “O acréscimo das importações, segundo os economistas, significa que houve retomada do crescimento da economia brasileira”, afirmou Marcos Pereira.

A corrente de comércio em 2017 alcançou US$ 368,491 bilhões, representando aumento de 15,1% sobre o ano anterior (US$ 322,787 bilhões).

Já o saldo comercial (US$ 67 bilhões) foi 40,5% superior ao alcançado em igual período de 2016 (US$ 47,683 bilhões).

“O superávit recorde em 2017 se deve ao aumento das exportações e das importações durante o ano. Importante destacar esse desempenho porque o saldo aferido em 2016 foi resultado de uma queda nas importações de 20% e também das exportações de 3,5%, em relação a 2015. Agora temos uma retomada real da economia e sobretudo no comércio exterior brasileiro”, disse o ministro.

“Em relação aos volumes de exportações”, completou, “2017 terminou com recorde de 692 milhões de toneladas, o que representou um crescimento 7,2% em relação a 2016”. O ministro observou também que este crescimento ocorreu sobre uma base de comparação elevada, que já havia sido recorde.

“Verificou-se ainda uma recomposição dos preços das commodities exportadas”, avaliou o ministro. “O ano de 2016, registrou o menor nível de preços de exportações em cerca de 10 anos. Já em 2017, tivemos aumento médio de 10,1% dos preços da pauta exportadora”, esclareceu.  O minério de ferro teve aumento de 40,9%, o petróleo em bruto de 32,2%, a celulose de 11,3%, o açúcar em bruto de 10,7%, e os semimanufaturados de ferro e aço de 34% na comparação com 2016.

Acesse os dados completos da balança comercial de 2017

Expectativas para 2018

Quem falou das expectativas para 2018 foi o secretário de Comércio Exterior do MDIC, Abrão Neto.

Segundo ele, é esperado um aumento do comércio pelo segundo ano consecutivo. “Nossa expectativa é que os valores tanto das exportações quanto das importações sejam os melhores dos últimos três anos, superiores a 2015, 2016 e 2017.”

“O saldo positivo deve ser robusto e ficar na casa de US$ 50 bilhões de dólares, o que seria o segundo maior superávit da série histórica brasileira, atrás apenas de 2017”, disse. Segundo o secretário, isto deve acontecer pela tendência das importações crescerem mais do que as exportações em 2018.

Confira as principais projeções do MDIC para 2018

Aquecimento da demanda interna. “O crescimento esperado para a economia brasileira em 2018 deve intensificar a demanda por importações, tanto por parte das empresas – com o interesse na aquisição de bens intermediários, insumos e bens de capital – quanto das famílias brasileiras que, com o aumento de renda e da confiança na economia, devem aumentar as aquisições, principalmente de bens de consumo”, avalia Neto.

Aumento da produção de commodities minerais, em especial, de petróleo e de minério de ferro.  A previsão da Agência Nacional de Petróleo (ANP) é de crescimento da produção de petróleo em bruto de 11,5%. O que representará, consequentemente, na avaliação do secretário, aumento das exportações desses dois itens em 2018.

Manutenção do volume exportado de grãos. “Temos a previsão da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) da segunda maior safra de grãos da história, com 226,5 milhões de toneladas, uma redução de aproximadamente 5% em relação à safra recorde de 2017. E esta segunda maior safra, combinada com nível elevado de estoque de grãos, deve fazer com que mantenhamos o nosso volume de vendas externas em quantidade para 2018”, analisa o secretário.

Projeções de crescimento da economia e do comércio mundial. Segundo o FMI, a economia mundial deve crescer 3,7% neste ano, inclusive com aumento de importantes parceiros comerciais brasileiras como a China, que deve crescer 6,5%, além de EUA (2,3%), Argentina (2,5%), Zona do Euro (1,9%), além de América Latina e Caribe (1,9%). Já a OMC prevê que o comércio mundial cresça 3,2% em volume em 2018. “Ambos os aumentos – da economia e do comércio mundiais - devem contribuir para o bom desempenho da balança comercial brasileira”, explica.

Manutenção do nível da taxa de câmbio. Esta é uma previsão do Boletim Focus de taxa média do dólar de 3,31 reais para o ano.  Algo parecido com a média de 2017, que foi de 3,19 reais. “Seria uma desvalorização do real frente ao dólar de aproximadamente 4%, apenas”, disse.

Ações de abertura e facilitação de comércio. Teremos efeitos positivos de ações em curso realizadas pelo MDIC. “Eu destaco o início da vigência do nosso Acordo Automotivo com a Colômbia, permitindo em 2018 a exportação de uma cota de 25 mil unidades de veículos sem Importo de Importação” disse o secretário, reforçando que o setor também prevê um aumento de 10,6% nas exportações gerais de veículos em 2018. Abrão citou ainda o início da vigência do Acordo de Livre Comércio com o Egito, para onde o Brasil exportou US$ 2,4 bilhões em 2017.

Portal Único de Comércio Exterior. Em implantação faseada, o Portal Único de Comércio Exterior permitiu, em 2017, o início do Novo Processo de Exportações. Para 2018, está previsto o início do Novo Processo de Importação. O secretário ressaltou que ao longo de 2017 os dois sistemas existentes, o atual e o novo, conviveram paralelamente. Mas que, a partir de 2 de julho de 2018, todas as exportações deverão ser feitas, exclusivamente, por meio do Portal Único de Comércio Exterior. “Com isso, esperamos ganhos nas nossas vendas externas e corrente de comércio, sendo que, ao longo de 2018 será implantado também o Novo Processo de Importações que trará menos burocracia e outras vantagens para o comércio exterior brasileiro”. 

 

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