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Marcos Pereira destaca melhoria do ambiente de negócios no país em Encontro Econômico Brasil-Alemanha

Criado: Segunda, 13 de Novembro de 2017, 15h31 | Publicado: Segunda, 13 de Novembro de 2017, 15h31 | Última atualização em Terça, 14 de Novembro de 2017, 13h58

13.11.17 EEBA porto alegre

Ministro também teve encontros com autoridades alemãs, onde fez apelos pelo avanço das negociações do acordo Mercosul-União Europeia 

Porto Alegre (13 de novembro) - O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, participou, na manhã desta segunda feira, em Porto Alegre, da solenidade de abertura do 35º Encontro Econômico Brasil-Alemanha, um dos mais relevantes mecanismos de diálogo empresarial mantidos pelo Brasil.

Em sua fala, o ministro da Indústria destacou as medidas implementadas pelo governo federal e pelo MDIC para a melhoria do ambiente de negócios. "O Brasil está de volta" disse o ministro. "A esse respeito, destaco as agendas econômicas prioritárias, a começar pela implementação do teto de gastos e pela reforma trabalhista. Além disso, estamos empenhados em aprovar a reforma previdenciária e avançar na reforma tributária. Este pacote é essencial para o saneamento das contas públicas e a recolocação do Brasil nos trilhos do crescimento", afirmou.

Em seguida, Marcos Pereira detalhou as políticas que estão desenvolvidas pelo MDIC como a implementação da RedeSIM, iniciada pela cidade de São Paulo, que visa reduzir o prazo de abertura de empresas de 101 para 7 dias; a  instalação e expansão do Brasil Mais Produtivo, um programa de consultoria direcionado a pequenas e médias empresas para aplicação de técnicas de manufatura enxuta; a implantação do módulo de exportações do Portal Único de Comércio Exterior no primeiro semestre desse ano, bem como a previsão de lançamento do modulo de importações já no início de 2018; o fomento ao dinamismo e desenvolvimento tecnológico de startups, por meio de programas de aceleração (InovAtiva), de internacionalização e a integração com grandes empresas (Conexão Startup-Indústria); o desenvolvimento, por um grupo técnico específico, de uma estratégia brasileira para a indústria 4.0, a ser lançado em março de 2018; e o recente lançamento do Sistema SEM Barreiras, com o qual as empresas brasileiras podem identificar quais barreiras terão de ser superadas a fim de que se mantenham competitivas no mercado internacional para buscar uma melhor inserção dos produtos brasileiros;

Rota 2030

Além disso, o ministro citou o trabalho de reorganização do sistema produtivo, com apoio à indústria automotiva, por meio do Rota 2030. A expectativa é que o programa garanta a política industrial do setor por 15 anos, promovendo previsibilidade e garantindo investimentos. Segundo o ministro, o novo ciclo da política automotiva terá como guia as novas tendências de mobilidade. Dessa forma, a indústria nacional deve chegar em 2030 com tecnologia equivalente à de mercados avançados, integração ativa na cadeia global de suprimentos, competitividade na produção dos principais sistemas automotivos e capacidade de desenvolvimento de projetos globais.

Após a cerimônia de abertura, o ministro visitou os stands de empresas alemãs instaladas no RS e participou de um almoço com presidentes de federações de indústrias de todo o país onde assinou um acordo de cooperação técnica para integrar o Rota Global, do setor privado, ao Plano Nacional de Cultura Exportadora, do governo federal. A ideia é atender 474 empresas de mais de 20 setores, entre eles, alimentos, bebidas e fumo, têxteis, confecções e calçados, farmacêutica e cosméticos, máquinas e equipamentos, móveis e metalurgia, em 17 estados brasileiros, para que elas façam a sua primeira exportação até abril de 2018.

Acordo Mercosul - UE

Durante o Encontro Econômico Brasil-Alemanha, o ministro teve agendas privadas com autoridades alemãs onde reforçou as mensagens sobre a importância de anunciar um acordo político entre o Mercosul e a União Europeia ainda este ano 

Na conversa com  o vice-ministro da Economia e Energia da Alemanha, Mathias Machnig, Marcos Pereira disse que o Brasil acabou de finalizar, no dia 10 de novembro, mais uma rodada de negociações entre os blocos, em Brasília. "Estamos, juntamente com os parceiros do Mercosul, comprometidos com o avanço das negociações. Diante dos desafios apresentados, como a bem conhecida insuficiência da oferta agrícola por parte da União Europeia, torna-se ainda mais importante o firme posicionamento do setor industrial alemão em favor do acordo", afirmou o ministro. O vice ministro alemão afirmou apoiar o acordo Mercosul-UE e a candidatura do Brasil à OCDE.

Durante a reunião bilateral, o secretário de Inovaçao e Novos Negocios do MDIC, Marcos Vinicius Souza, falou sobre o lançamento da chamada para realização de projetos conjuntos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) industrial, entre empresas brasileiras e alemãs. A nova chamada terá um importante reforço: graças à participação das Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPS), as empresas brasileiras também terão à disposição a modalidade de subvenção econômica para financiamento de seus projetos em conjunto com empresas alemãs. 

No início da tarde, Marcos Pereira reuniu-se, ainda, com o presidente da Federação das Indústrias da Alemanha (BDI, na sigla em alemão) para a América Latina, Andreas Renschler, e com o membro do Conselho da BDI, Stefan Mair.

Marcos Pereira lembrou que o primeiro acordo de livre comércio do Mercosul com países desenvolvidos trará enormes vantagens para os dois lados, e fez um apelo às autoridades alemãs presentes. "Solicito aos senhores que se façam ouvir, junto a seus parceiros da UE, como apoiadores desse acordo", disse o ministro. "Este encontro é uma resposta aos movimentos contrários ao livre comércio e à integração econômica, fomentando a cooperação e comprovando que há apoio de nossos setores privados a uma maior interação de nossos mercados", afirmou, ressaltando estar seguro de que há espaço para impulsionar ainda mais os fluxos bilaterais de comércio e investimento.

Intercâmbio Comercial 

A Alemanha é atualmente o quarto país com o qual o Brasil realiza trocas comerciais, sendo assim nosso principal parceiro no continente europeu. Nesse sentido, o intercâmbio com a Alemanha representa 21% da corrente comercial que o Brasil tem com toda a União Europeia.

De janeiro até outubro deste ano, exportamos quatro bilhões de dólares (US$ 4 bilhões) para a Alemanha. No mesmo período, importamos quase oito bilhões de dólares (US$ 7,7 bilhões), consolidando a Alemanha como o nosso quarto fornecedor de bens, superado apenas por China, Estados Unidos e Argentina.

Investimentos da Alemanha no Brasil

Na década de 50, os investimentos alemães formaram a base do que viria a ser a indústria siderúrgica nacional. Houve importantes investimentos na instalação de montadoras como a Mercedes-Benz (1955) e da Volkswagen (1959) no país, contribuindo para a formação da indústria automotiva no Brasil. Hoje, as empresas alemãs em solo brasileiro são responsáveis por cerca de 10% PIB industrial do país, segundo estimativa da Câmara Brasil – Alemanha. Ainda segundo a Câmara, estariam instaladas, somente no Estado de São Paulo, mais de 900 subsidiárias de empresas alemãs de diferentes setores da indústria e de serviços fazendo da cidade de São Paulo a maior cidade industrial alemã fora da Alemanha.

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