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Alumínio

Publicado: Quinta, 28 de Janeiro de 2016, 15h04 | Última atualização em Quarta, 10 de Fevereiro de 2016, 14h24
A indústria Brasileira em 2012

Em 2012, a indústria brasileira do alumínio registrou faturamento de R$ 38 bilhões, 16,2% superior ao contabilizado em 2011. O valor representou 3,9% do PIB Industrial do País. Importante ressaltar que as cifras refletem o desempenho das várias etapas da cadeia de valor da indústria, desde a mineração até a reciclagem do metal. No mesmo período, o setor investiu R$ 3,8 bilhões e recolheu R$ 6,3 bilhões em impostos.

O consumo doméstico de produtos transformados de alumínio atingiu 1428 mil toneladas, volume 1,6% menor que em 2011. O resultado manteve o consumo per capita no mesmo nível: 7,4 kg/habitante. As exportações, incluindo bauxita e alumina, alcançaram US$ 3,9 bilhões (FOB) no ano passado, 13,1% menor que o registrado no exercício anterior, e representaram 1,6% do total embarcado pelo País.

As importações também seguiram o ritmo decrescente, atingindo US$ 1,35 bilhão (FOB), com queda de 18,7%.

Pelo segundo ano consecutivo, a produção de alumínio primário assinalou ligeira queda. Foram 1436 mil toneladas produzidas em 2012, diante das 1440 mil de 2011. O volume fez com que o Brasil caísse da 7ª para a 8ª posição no ranking dos maiores produtores do mundo, atrás, também, dos Emirados Árabes Unidos.

Com crescimento de 3,4%, os empregos diretos oferecidos em 2012 pela indústria do alumínio atingiram 118 mil postos.

Análise Setorial

Como o alumínio está presente nos mais diversos setores, o desempenho deste mercado em 2012 não poderia deixar de refletir a queda da economia nacional. Assim, o consumo doméstico de produtos transformados de alumínio assinalou queda de 1,6%. Foram 1428 mil toneladas em 2012, contra 1451,8 mil toneladas no ano anterior.

Analisado por segmento, o de Embalagens continua liderando o ranking, responsável por 28,8% do consumo total do metal. Foram 411,1 mil toneladas no exercício passado, registrando alta de 5,5% sobre o volume de 2011. Nesse segmento, a principal aplicação está nas latas para bebidas.

Apesar da queda de 8,6%, o consumo pelo segmento de Transportes aparece na sequência, com 275,8 mil toneladas, equivalente a 19,3% do consumo total de transformados.

A demanda pelo segmento de Construção Civil registrou alta de 2,3%, passando de 218,1 mil toneladas em 2011 para 223,1 mil toneladas, e foi responsável por 15,6% do volume total.

Eletricidade foi o que apresentou maior queda – 10,4% –, seguindo o adiamento de investimentos em linhas de transmissão, nas quais são utilizados os cabos. Em 2012, o segmento demandou 168,0 mil toneladas, o que representou 11,8% do total consumido, diante das 187,6 mil toneladas do ano anterior.

Bens de Consumo fechou o exercício com queda de 5,3% em relação a 2011, com 147,5 mil toneladas consumidas ou 10,3% do total.

O consumo do segmento de Máquinas e Equipamentos registrou alta de 8,5%, passando de 61,4 mil toneladas em 2011 para 66,6 mil toneladas no ano passado, 4,7% do total de transformados consumidos no País.

Comércio Exterior

As exportações da indústria brasileira do alumínio encerraram 2012 com US$ 3,9 bilhões (FOB), registrando queda de 13% sobre os resultados do exercício anterior. As cifras representam 1,6% das exportações totais do Brasil, e incluem os embarques de bauxita, alumina e alumínio e seus produtos. Analisando apenas o volume embarcado de alumínio e seus produtos, foram 646,4 mil toneladas (peso alumínio), 1% inferior ao contabilizado em 2011.

Os principais destinos foram Japão, que absorveu 34,2% das exportações brasileiras; Suíça, 23,2%; e Estados Unidos, 8,4%. Além do declínio na participação do mercado norte-americano, desperta atenção o espaço conseguido nas exportações para o México, que passou a ser o quarto principal destino.

Desse total, analisando apenas as exportações de produtos semimanufaturados e acabados, foram 115,8 mil toneladas em 2012, volume 11,4% inferior ao de 2011. Os Estados Unidos continuam sendo o principal mercado, responsáveis por 31,9% das exportações nacionais, seguidos da Argentina, 15,5%; Paraguai, 10,1%; Colômbia, 8,6%; e Venezuela, 6,2%.

A situação não foi diferente para as importações, que totalizaram US$ 1,35 bilhão (FOB) no ano passado, com queda de 18,6% sobre os valores contabilizados no exercício anterior. Relativamente ao volume das importações de alumínio e seus produtos, desembarcaram no País 326,1 mil toneladas (peso  Alumínio). Os principais fornecedores foram Argentina, 28,4%; China, 19,8%; Alemanha, 8,6%; Venezuela, 5%; e África do Sul, 4%.

Com 153,2 mil toneladas importadas em 2012, as importações de semimanufaturados e manufaturados de alumínio tiveram entre as principais origens - China, com 31,8%; Alemanha, 14%; África do Sul, 6,5%; Estados Unidos, 6,3%; e Arábia Saudita, 4,3%.

Os países integrantes da ALCA continuam sendo os principais parceiros comerciais da indústria brasileira do alumínio, tanto nas exportações quanto nas importações, seguidos dos asiáticos e dos integrantes da União Europeia.

Capacidade de Produção

A capacidade instalada de produção de alumínio primário encerrou 2012 com 1539 mil toneladas. Há três anos não ocorre mudança de patamar desse volume, confirmando a falta de novos investimentos em expansões da capacidade.

Na indústria de produtos transformados de alumínio, a capacidade instalada de produtos extrudados apresentou maior crescimento, passando de 469 mil toneladas em 2011 para 489 mil toneladas ao fim de 2012 – volume adicional de 20 mil toneladas, com 174 prensas em operação.

Na sequência, destaca-se o aumento da capacidade de cabos, que passou de 193 mil toneladas em 2011 para 206 mil toneladas no final do ano passado, com acréscimo de 13 mil toneladas.

Bauxita

A produção brasileira de bauxita voltou a registrar alta em 2012. Foram produzidas 34 955,8 mil toneladas, incremento de 4% sobre o volume de 2011. O destaque foi o desempenho da Mineração Paragominas, no Pará, controlada pela Norsk Hydro Brasil Ltda, cuja produção passou de 8150,8 mil toneladas em 2011, para 9 221,4 mil toneladas em 2012, desempenho 13,1% superior.

Também cabe destaque à mina de Juruti (PA), da Alcoa Alumínio S.A., cuja produção aumentou 9,3%, saltando de 3 933,0 mil toneladas para 4 300,0 mil toneladas em 2012. A Mineração Rio do Norte, em Oriximiná (PA), respondeu por quase 50% da produção nacional, contabilizando 17100,0 mil toneladas em 2012.

O consumo doméstico de bauxita somou 24705,9 mil toneladas, das quais, mais de 97% foram destinados à produção de alumina. As exportações do minério praticamente se mantiveram, atingindo 6860,7 mil toneladas. Os Estados Unidos foram o principal destino – 43% do total –, seguidos do Canadá, 27% e Irlanda, 23%.

Alumina

A produção de alumina, principal matéria-prima do alumínio primário, manteve-se no mesmo nível de 2011, com um volume de 10320,6 mil toneladas. A refinaria Alunorte-Alumina do Norte do Brasil, da Norsk Hydro Brasil Ltda, localizada em Barcarena (PA), é responsável por 56% da produção total, com 5792,2 mil toneladas.

O consumo doméstico alcançou 2 924,9 mil toneladas, e as exportações ficaram na casa das 7274,4 mil toneladas, tendo Canadá, Noruega e Islândia como maiores mercados consumidores.

Produção e consumo mundial

A produção mundial de alumínio primário em 2012 atingiu 46288,8 mil toneladas, registrando crescimento de 3,5% em relação ao ano de 2011,conforme dados da World Metal Statistics, publicação editada pelo World Bureau of Metal Statistics. A Ásia mantém-se na liderança do ranking dos maiores produtores, responsável por 58% do total, seguida por Europa, América, Oceania e África.
 
O consumo mundial do metal somou 45283,9 mil toneladas no exercício passado, registrando alta de 6,9% sobre os números de 2011. Aqui, também, o continente asiático lidera.

Os estoques de alumínio primário na London Metal Exchange (LME) fecharam 2012 com 5210 mil toneladas, crescimento de 4,6% sobre os números do ano anterior. As cotações de alumínio primário naquela Bolsa, para entrega em três meses, apresentaram média de US$ 2 051/tonelada, registrando queda de 15,3% em relação à média de 2011. A maior média mensal foi verificada em fevereiro – US$ 2246/tonelada, e a menor, em agosto – US$ 1 872/tonelada.

Reciclagem

Há mais de 10 anos, a indústria brasileira do alumínio mantém a liderança mundial na reciclagem de latas de alumínio para bebidas. Em 2011, o País reciclou  248,7 mil toneladas de latas, das 253,1 mil toneladas disponíveis no mercado, o que corresponde a um índice de 98,3%, um novo recorde. O volume foi 4% superior ao reciclado em 2010.

Mas a reciclagem no setor não se restringe a essas embalagens. O alumínio pode ser reciclado infinitamente, em qualquer forma em que se apresente, de sobras do processo.

Fonte: ABAL
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