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‘Mercado alemão está aberto para startups brasileiras’, diz representante do Ministério para Economia e Energia da Alemanha

14.05.2018 Startout Berlim

Em evento realizado na embaixada em Berlim, especialistas e integrantes do governo alemão apresentaram cenário de inovação do país; representantes de 15 startups participam nesta semana de missão de internacionalização do StartOut Brasil

Berlim (14 de maio) - O mercado de inovação da Alemanha está aberto às startups brasileiras. Essa é a avaliação do vice-diretor geral do Ministério para Economia e Energia da Alemanha (BMWi, na sigla em alemão), Andreas Gordele. Ele conversou, nesta segunda-feira, com empreendedores brasileiros na Embaixada do Brasil em Berlim. O evento faz parte da agenda do StartOut Brasil, que promove nesta semana um ciclo de imersão com startups brasileiras na capital da Alemanha.  

Como explicou Gordele, o governo alemão desenvolveu ações específicas para fomentar o desenvolvimento das startups. Os incentivos valem para empresas estrangeiras que se instalam no país.

“Temos uma longa tradição com indústrias. Agora, com o conceito de indústria 4.0, queremos desenvolver novos modelos de negócios e novas soluções para o mercado. Para isso, integramos startups, pequenas empresas, investidores e grandes corporações no projeto De Hub - Digital Ecosystems ”, disse.

Quem detalhou essa iniciativa foi Josefina Nungesser, da Agência alemã de Comércio e Investimentos (GTAI). De acordo com ela, os Digital Hub são espaços em que diferentes atores, que têm interesse em temas tecnológicos, se reúnem para trocar experiências e informações e trabalhar em projetos comuns.

“Os empreendedores que trabalham em nossos ‘hubs’ têm acesso a parceiros e experts dos setores de negócios e de tecnologia. Todos trabalham conjuntamente para trazer soluções para a indústria. As empresas brasileiras serão bem-vindas”, explicou.

Ainda segundo Nungesser, os 12 escritórios Digital Hub do país trabalham com projetos sobre cybersegurança, cidades inteligentes,  finanças e saúde, entre outros temas. Grandes corporações como Lufthansa, Deutsche Bank, Dell, Porsch e Cisco têm parcerias com os polos da iniciativa alemã.

Agenda

Além do workshop sobre o ecossistema de inovação alemão, os empreendedores participaram de bate-papos sobre adaptação de negócios para a Alemanha; fundos e investimentos; aspectos legais e tributários para abertura de empresas no país; e marketing e recursos humanos. Representantes da agência de investimento de Berlim (Berlin Partner), do banco de investimento da cidade (IBB), do fundo alemão de investimento em startups do setor de tecnologia (HTFG), advogados e consultores participaram do evento.

De noite, os empreendedores se apresentam para especialistas do mercado Bernd Peteres, da T-Labs, laboratório de inovação da Deutsche Telekom; Andrea Piazza, consultora especialista em modelos de negócios; e Rakesh Thadani, da Wipro Ventures, braço de investimento da empresa de TI Wipro.

Nesta terça e quarta-feira, os representantes das startups brasileiras participam da Cube Tech Fair, maior feira de tecnologia e empreendedorismo da Alemanha.

Veja aqui a lista de startups selecionadas e a agenda da missão

Berlim

A capital da Alemanha vem se esforçando para se tornar também o principal ecossistema de startups da Europa. Segundo o relatório “Startup Ecosystem Report 2017”, do Startup Genome, hoje é o 2º melhor ecossistema do continente, atrás apenas de Londres.

Berlim tem entre 1.800 e 2.400 startups tecnológicas ativas, sendo, depois do Vale do Silício, a cidade com o maior número de startups estrangeiras. Por isso, a cidade é considerada um dos mais inclusivos e diversificados ecossistemas do mundo, em grande parte devido à sua capacidade de atrair talentos internacionais, com custo de vida relativamente acessível e ambiente amigável para imigrantes.

Na Alemanha há uma grande quantidade de iniciativas para incrementar o fluxo bilateral de tecnologia e inovação por meio do intercâmbio de startups. Uma delas é a da Berlin Partner, instituição público-privada de Berlim que apoia empresas, investidores e institutos de inovação na abertura, inovação e expansão em Berlim por meio de uma rede ativa e de programas de apoio. Há ainda o Adlershof, um dos principais parques tecnológicos da Alemanha e que abriga mais de mil empresas e instituições de pesquisa. Para as startups, o parque oferece desde espaço de co-working a matchmaking de negócios.

Balança comercial de Bens e de Serviços

De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o país foi o 7º principal destino de exportação de bens brasileiros no ano passado, com vendas externas no valor de US$ 4,9 bilhões. As importações desse país somaram US$ 9,2 bilhões. A Alemanha é o 4º principal fornecedor estrangeiro do Brasil.

Já a exportações brasileiras de serviços para a Alemanha somaram US$ 1,09 bilhões em 2016 – último dado disponível. Segundo a Secretaria de Comércio e Serviços (SCS/MDIC), entre os 20 principais serviços exportados para a Alemanha estão os de consultoria gerencial em marketing (US$ 87,1 milhões); agentes de distribuição de mercadoria (US$ 49,6 mi); engenharia (US$ 28,8 mi); manutenção e reparação de maquinário e equipamentos (US$ 22,8 mi); consultoria em tecnologia da informação -TI (US$ 22,5 mi); suporte em TI (US$ 13,4 mi); e de consultoria financeira (US$ 12,1 mi).

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