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Marcos Jorge reúne-se com especialistas britânicos em finanças sociais e novas formas de trabalho

29.08.2018 Marcos Jorge agenda em Londes

Ministro participou de reuniões com temas voltados a programas desenvolvidos pelo MDIC, como negócios de impacto e indústria 4.0

Londres (29 de março) - Durante a missão ao Reino Unido, o ministro Marcos Jorge reuniu-se com empresas e especialistas com iniciativas que podem contribuir para os programas desenvolvidos pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

Finanças sociais

Durante a visita à Big Society Capital, um banco de atacado capaz de realizar empréstimos e investimentos para o ecossistema das finanças sociais, o ministro ouviu do CEO Cliff Prior como uma empresa privada, independente do governo, mas dotada com recursos públicos (dormant accounts) investe nas chamadas finanças sociais.

O Big Society Capital possui duas linhas de atuação principais: sensibilização quanto ao tema de finanças sociais e investimento. Entre sua criação em 2012 e 2016, a instituição já desembolsou 179 milhões de libras, e um investimento total de 586 milhões de libras, quando considerados seus co-investidores, produzindo uma alavancagem da ordem de 2,3 vezes o seu investimento

A visita à empresa foi sugestão da Secretaria de Inovação do MDIC, tendo em conta o lançamento da Estratégia Nacional de Negócios de Impacto, em dezembro de 2017, cujo Comitê é presidido pelo Ministério. O modelo é uma diretriz para um conjunto de 15 órgãos de governo e estabelece ações estratégicas para a promoção de um ambiente favorável ao desenvolvimento de empreendimentos que sejam capazes de criar soluções de mercado para os problemas sociais e ambientais brasileiros. 

Os Negócios de Impacto são formas inovadoras de prestar serviços públicos ao cidadão e ao mesmo tempo gerar desenvolvimento econômico. A construção de uma Estratégia Nacional de Investimento e Negócios de Impacto atende à demanda de multiplicação de empreendimentos capazes de gerar lucro e retorno social e, ao mesmo tempo, responder aos desafios impostos pelos problemas sociais.

Novas formas de trabalho

O ministro e a delegação brasileira também reuniram-se com Lynda Gratton, professora de Prática de Gestão na London Business School, onde dirige o programa "Estratégia de Recursos Humanos em Empresas Transformadoras", considerado o principal programa mundial de recursos humanos.

O ministro Marcos Jorge informou a ela o lançamento da Agenda Brasileira para a Indústria 4.0 e questionou a especialista sobre como as empresas e o governo podem melhorar a estrutura do trabalho dentro de suas organizações, tendo em vista as mudanças na sociedade e o aumento na expectativa de vida. A professora colocou-se à disposição para colaborar com o governo brasileiro na formulação da estratégia brasileira para a chamada quarta revolução industrial.

Segundo a professora, a sociedade evoluiu, tem longevidade cada vez maior e as famílias e suas estruturas não são mais as mesmas, bem como a estrutura de trabalho familiar se reestruturou, de modo que o ambiente de trabalho é altamente impactado por todas essas mudanças. Ela afirma que o mundo ainda segue os padrões adquiridos na revolução industrial e precisa se adaptar a essas mudanças com a chegada da tecnologia, novos trabalhos e conectividade.

O ministro e a professora também discutiram sobre como os governos e a sociedade podem desenvolver as habilidades técnicas e sociais (softskills) em larga escala a custos acessíveis.

Em 2017 o MDIC realizou piloto em 4 estados (BA, MG, DF e PR) voltado para capacitar em softskills 500 alunos de cursos técnicos de tecnologia da informação.

Segundo a professora, cerca de 1,3 bilhões de trabalhadores estarão migrando para as novas formas de trabalho dentro de alguns anos. Ela acredita que uma das chaves para mudança está nas empresas melhorarem a difusão de conhecimento tácito, bem como a forma de avaliação de performance dos seus funcionários, dando feedbacks mais concisos e diretos, tendo maior entendimento do que é cada trabalho e do que é necessário em termos de habilidades e clima organizacional para que cada atividade seja melhor executada, alocando os funcionários para as tarefas de acordo com o perfil de cada um.

Nos últimos 20 anos, Lynda escreveu sobre a interface entre pessoas e organizações. Seus oito livros cobrem o link entre negócios e RH (Living Strategy), as novas formas de trabalhar (The Democratic Enterprise), o aumento da colaboração complexa (Hot Spots e Glow) e o impacto de um mundo em mudança no emprego e no trabalho (The Shift – O Futuro do Trabalho). Em 2012, The Shift recebeu o prêmio do livro de negócios do ano no Japão e foi traduzido para mais de 15 idiomas.

Segurança digital

A última visita foi à Tempest, uma empresa brasileira de segurança digital que atua também no Reino Unido onde Marcos Jorge conversou com o CEO, Peter Johnson.

A organização é responsável por oferecer segurança da informação e combate a fraudes digitais. Possui soluções para consultoria em monitoração, testes de intrusão, inteligência de ameaças e produtos que elevam a segurança dos ativos e sistemas do seu ambiente. Possui 17 anos de presença no mercado.

Nos últimos anos, ampliou sua atuação também na América Latina.

Marcos Jorge manifestou orgulho em ter uma empresa brasileira em expansão com escritório no Reino Unido e destacou a importância da segurança digital em um mundo em que grande parte do fluxo de informação ocorre digitalmente.

A visita à empresa foi uma sugestão do Departamento de Comércio do Reino Unido.

Assessoria de Comunicação Social do MDIC 

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