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MDIC e MTUR discutem medidas para atrair parques temáticos ao Brasil

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Governo pretende facilitar a importação de equipamentos e incentivar instalação dos maiores atrativos turísticos do mundo no país

Brasília (17 de outubro) - Um trabalho conjunto dos ministros Marcos Pereira (Indústria, Comércio Exterior e Serviços) e Marx Beltrão (Turismo) pode ajudar a colocar o Brasil em definitivo na rota dos principais parques temáticos do mundo. A ideia é mudar a classificação dos equipamentos do setor para bens de capital e estimular a competitividade do país na importação de atrativos sem similar nacional. Representantes do segmento consideram as medidas determinantes para a vinda de investidores como a Disney, Universal, Busch Gardens, Six Flags, Legoland e outras bandeiras que fazem parte das maiores empresas do ramo.

O primeiro passo foi dado na última reunião de ministros de Turismo do Mercosul, quando todos os representantes dos quatro países membros (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai) ouviram as demandas do Sistema Integrado de Parques de Atrações Turísticas (Sindepat). Em paralelo, o MDIC está com uma consulta aberta até o próximo dia 1º para confirmar que não há produção de equipamentos análogos na indústria nacional. Após a consulta, o processo será avaliado por um grupo técnico interministerial e, caso não haja nenhuma objeção, será apresentado pelo Brasil no Comitê Técnico de Tarifas e Nomenclatura do Mercosul.

“As maiores marcas têm se expandido as suas operações em diversas partes do mundo, com investimentos vultuosos e milhares de empregos gerado. Se fizermos alguns ajustes, temos totais condições de nos consolidar como o grande hub de parques temáticos da Américas Central e do Sul”, comentou o ministro do Turismo, Marx Beltrão.

“Estamos avançando. Temos trabalhado para atender as demandas do setor, porque sabemos que elas são importantes para gerar emprego e renda para o país”, destacou o ministro da Indústria, Marcos Pereira.

Estudo elaborado pelo Sistema Integrado de Parques e Atrações Turísticas (Sindepat), se o governo atender às demandas do setor, o segmento poderá investir R$ 1,9 bilhão e gerar de 56 mil empregos nos próximos cinco anos. Atualmente, os 18 estabelecimentos associados ao Sindepat geram 11 mil empregos diretos e movimentam cerca de R$ 1 bilhão na economia por ano.

Histórico

Em agosto, o presidente da IAAPA (Associação Internacional de Parques e Atrações Turísticas), Greg Hale, vice-presidente global da Disney, esteve no Brasil e confirmou a vocação do país para esse investimento. “O clima, o tamanho do mercado e a cultura tornam o Brasil extremamente atrativo”, disse na ocasião.

Durante o seminário “A importância dos parques temáticos para o turismo”, Greg Hale destacou que apenas a Disneylad Paris recebe 15 milhões de visitantes por ano, quase a soma do número registrado da Torre Eiffel (6,9 milhões) e do Museu do Louvre (9,7 milhões). Na apresentação, ele citou ainda que apenas Singapura atraiu investimentos de US$ 5,2 bilhões capitaneados pelos parques temáticos. 

 

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