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Projeto Siderurgia Sustentável capacita multiplicadores

Iniciativa apoiada pelo MDIC objetiva incentivar o desenvolvimento de uma cadeia de produção siderúrgica de baixa emissão de gases de efeito estufa

(Brasília, 23 de agosto) – Pequenos e médios produtores de carvão vegetal em Minas Gerais participaram, entre os dias 17 e 19 de agosto, da primeira capacitação de multiplicadores do projeto Siderurgia Sustentável, executado com o apoio do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). A iniciativa prevê investimentos de US$ 43 milhões até 2019 para incentivar o desenvolvimento de uma cadeia de produção siderúrgica sustentável e de baixa emissão de gases de efeito estufa.

Para isso, o carvão vegetal deve ser produzido a partir de eucalipto de reflorestamento. O Siderurgia Sustentável também prevê o desenvolvimento de novas tecnologias para melhorar uso do insumo em siderúrgicas. Um projeto-piloto está sendo desenvolvido em Minas Gerais para ser replicado em outras partes do Brasil e até mesmo em outros países.

O curso, promovido pelo Departamento de Engenharia Florestal da Universidade Federal de Viçosa (UFV), envolveu aspectos teóricos e práticos e buscou formar instrutores capazes de disseminar conhecimento em processos e tecnologias de produção sustentável adequadas ao produtor independente de carvão vegetal, mais eficientes dos pontos de vista ambiental, social e também econômico.

Durante o curso, os multiplicadores conheceram o sistema forno-fornalha desenvolvido no Laboratório de Painéis e Energia da Madeira (LAPEM) da UFV, estudaram qualidade da madeira, processos de controle da temperatura dos fornos e tecnologias para queima dos gases da carbonização, dentre os quais tem-se os gases de efeito estufa. Além disso, aprenderam a avaliar a qualidade do carvão e conheceram formas de aproveitar resíduos de carvão vegetal para melhorar a viabilidade do negócio.

No Brasil, o carvão vegetal destina-se quase que exclusivamente ao setor siderúrgico, onde serve de fonte de energia e também insumo para a produção de ferro-gusa, aço e ferroligas. “O projeto Siderurgia Sustentável apoia a adoção de processos, tecnologias e arranjos produtivos mais eficientes para o carvão vegetal e para seu uso na siderurgia brasileira”, explica a assessora técnica do projeto pelo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Saenandoah Dutra. “O projeto busca fortalecer tanto a base tecnológica, com apoio à pesquisa e à inovação, como a capacitação dos produtores para a produção sustentável de carvão vegetal oriundo de florestas plantadas, por meio da construção de unidades demonstrativas e também da formação de multiplicadores e extensionistas”, completa.

Segundo a professora do Departamento de Engenharia Florestal da UFV, Cássia Carneiro,  atualmente, 36% do ferro gusa produzido em MG utiliza o carvão vegetal como insumo para redução do minério de ferro, e esse, quase que em sua totalidade, é oriundo de florestas plantadas, o que gera empregos, renda e, consequentemente, sustentabilidade da atividade. “Mas a maior parte do carvão vegetal produzido no estado provém de fornos rudimentares de baixo rendimento, sem controle de processo e também das emissões atmosféricas. Por isso, essa capacitação é importante para formar multiplicadores e mudar essa realidade, trazendo benefícios não somente para o meio ambiente, mas também para o próprio produtor de carvão vegetal, que passa a produzir mais com menos, além de melhorar a qualidade do produto”, ressalta.

Sobre o Projeto Siderurgia Sustentável

O Projeto Siderurgia Sustentável, implementado pelo PNUD e coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), busca diminuir as emissões de gases de efeito estufa na siderurgia brasileira. O projeto é executado com o apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) e do Governo de Minas Gerais. Conta, ainda, com recursos do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF).

Para o MDIC, que participa do projeto por intermédio da Coordenação-Geral de Energia e Desenvolvimento Sustentável (CGES) da Secretaria de Desenvolvimento e Competitividade Industrial, a iniciativa é relevante não somente por reduzir as emissões de gases efeito estufa, mas pelo fato de o carvão vegetal representar 60% do custo do ferro gusa, insumo básico para a fabricação de produtos siderúrgicos.

O treinamento para a capacitação dos multiplicadores faz parte da parceria entre PNUD e UFV, que conta ainda com a participação da Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais (FAEMG), por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Sebrae Minas Gerais e  Universidade Federal de Lavras (UFLA). O Governo de Minas Gerais também apoia a atividade, com a participação da Emater e Polo de Excelência em Floresta.

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