Ir direto para menu de acessibilidade.
Início do conteúdo da página

A importância do Setor Terciário

O setor terciário, conhecido por abranger as atividades de comércio de bens e prestação de serviços, demonstra expressiva relevância na economia brasileira, sendo que, há vários anos a composição do PIB tem participação expressiva deste segmento.

A representatividade do setor terciário (comércio e serviços) passou de 69% do Valor Adicionado ao Produto Interno Bruto (PIB) em 1997 para 73% em 2018 (até 3º trimestre com dados acumulados em 4 trimestres), segundo dados das Contas Nacionais Trimestrais do IBGE. Percebe-se que o comércio foi o principal responsável por esse avanço, pois sua contribuição de 8% do Valor Adicionado do PIB, em 1997, passou para 13%, em 2018. Já o setor de serviços, apesar de significativa participação no Valor Adicionado do PIB, manteve o patamar de sua contribuição em torno de 60%, no ano de 1997 e no ano de 2018, conforme pode ser observado no Gráfico 1.

 

 

A evolução mensal do índice de volume de vendas no varejo (índice de base fixa com ajuste sazonal), medida pela Pesquisa Mensal do Comércio, do IBGE, sinalizou significativa expansão entre os anos de 2003 e 2014 (Gráfico 2). A partir de 2015, houve queda no volume de vendas que começou a mostrar alguma recuperação em 2017.

 

 

 

O comportamento de queda no volume de vendas no período 2015-2016 observado no Gráfico 2, também é constatado quando a análise considera a variação percentual mensal acumulada em 12 meses (Gráfico 3). Em dezembro de 2014, o crescimento do volume de vendas do varejo acumulado em 12 meses havia sido de 2,2%, porém o cenário inverteu-se, em dezembro de 2015, quando foi registrada queda de 4,3%, acumulada em 12 meses (Pesquisa Mensal de Comércio/IBGE). Já em dezembro de 2016, a queda foi de 6,2%. Em 2017, o crescimento retornou e o volume de vendas do varejo fechou positivamente em 2,1%. Em 2018, o volume de vendas do varejo acumulado em 12 meses cresceu 2,3%.

 

 

A Pesquisa Mensal de Serviços, do IBGE, permite monitorar o crescimento do volume de serviços acumulado em 12 meses (Gráfico 4), que foi positivo em 2013 (4,1%) e 2014 (2,5%). Já em 2015, o volume de serviços acumulado em 12 meses variou negativamente em 3,6%, ocorrendo o mesmo em 2016 (-5%), 2017 (-2,8%) e 2018 (-0,1%).

 

 

Apesar de ensaiar uma retomada do crescimento nos anos recentes, o volume de vendas do varejo ainda é modesto quando comparado aos períodos de ápice indicados nos gráficos anteriores. É esperado que a retomada do crescimento da economia impulsione o setor e reduza a taxa de desemprego no País, que ainda é elevada.

A taxa média de desocupação continua alta no país: 12,3% em 2018 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua/IBGE). Eram 12,8 milhões de pessoas desocupadas, em média, em 2018 (eram 6,7 milhões em 2014, o menor nível da série).[1]

Ainda segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua/IBGE, o contingente de pessoas com carteira de trabalho assinada na série histórica alcançou 32,9 milhões em 2018, exceto empregados domésticos[2]. O número de empregados sem carteira assinada no setor privado, excluídos domésticos, chegou a 11,2 milhões. Os trabalhadores por conta própria eram 23,3 milhões. O total de empregados domésticos chegou a 6,2 milhões de pessoas, sendo que, desse total, apenas 29,2% tinham carteira assinada[3].

 

 

[1] Fonte: IBGE. Disponível em: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/23652-desocupacao-cai-para-12-3-no-ano-com-recorde-de-pessoas-na-informalidade

[2] Idem.

[3] Idem.

[1] Fonte: IBGE. Disponível em: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/23652-desocupacao-cai-para-12-3-no-ano-com-recorde-de-pessoas-na-informalidade

[2] Idem.

[3] Idem.

Fim do conteúdo da página