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Balança comercial brasileira: Semanal

 

Cronograma de divulgação dos dados preliminares da Balança Comercial Brasileira

Os dados preliminares passam por revisões ao longo das semanas e devem ser desconsiderados após a divulgação consolidada do mês (base de dados estatísticos, Comex Stat, Comex Vis, séries históricas, etc) por não representarem mais a última informação atualizada, conforme descrito no manual de utilização dos dados estatísticos, item “4.7 Dados consolidados e dados preliminares”

Acesse também a Balança Comercial Semanal (novo modelo) com a classificação de produtos por setor de atividade econômica. Leia a notícia sobre o novo modelo.

 

  

BALANÇA COMERCIAL BRASILEIRA

JANEIRO 2020 – 3ª semana

  

  • RESULTADOS GERAIS

Na terceira semana de janeiro de 2020, a balança comercial registrou déficit de US$ 816 milhões e corrente de comércio de US$ 5,864 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 2,524 bilhões e importações de US$ 3,340 bilhões. No mês, as exportações somam US$ 8,847 bilhões e as importações, US$ 7,913 bilhões, com saldo positivo de US$ 934 milhões e corrente de comércio de US$ 16,760 bilhões.

 

  • ANÁLISE DA SEMANA

A média das exportações da 3ª semana chegou a US$ 504,8 milhões, 44,1% abaixo da média de US$ 903,3 milhões até a 2ª semana, em razão da diminuição nas exportações das três categorias de produtos: semimanufaturados (-49,1%, de US$ 141,5 milhões para US$ 72,0 milhões, em razão de semimanufaturados de ferro ou aço, celulose, ouro em formas semimanufaturadas, couros e peles, ferro-ligas); básicos (-43,3%, de US$ 453,7 milhões para US$ 257,3 milhões, por conta de minério de ferro, petróleo em bruto, algodão em bruto, carnes bovina, suína e de frango, minério de cobre) e manufaturados (-43,0%, de US$ 308,1 milhões para US$ 175,5 milhões, em razão, principalmente, de aviões, álcoois acíclicos e seus derivados halogenados, óleos combustíveis, máquinas e aparelhos para terraplanagem, óxidos e hidróxidos de alumínio).

Do lado das importações, apontou-se crescimento de 2,2%, sobre igual período comparativo (média da 3ª semana, US$ 668,0 milhões sobre média até a 2ª semana, US$ 653,4 milhões), explicado, principalmente, pelo aumento nos gastos com combustíveis e lubrificantes, farmacêuticos, cobre e suas obras, bebidas e álcool, siderúrgicos.

 

  • ANÁLISE DO MÊS

Nas exportações, comparadas as médias até a 3ª semana de janeiro/2020 (US$ 737,3 milhões) com a de janeiro/2019 (US$ 822,0 milhões), houve queda de 10,3%, em razão da diminuição nas vendas de produtos manufaturados (-21,0%, de US$ 320,1 milhões para US$ 252,8 milhões, por conta de plataforma para extração de petróleo, partes de motores e turbinas para aviação, laminados planos de ferro ou aço, automóveis de passageiros, motores e turbinas para aviação) e semimanufaturados (-14,3%, de US$ 131,4 milhões para US$ 112,5 milhões, por conta de celulose, semimanufaturados de ferro/aço, ferro-ligas, ferro fundido, alumínio em bruto). Por outro lado, cresceram as vendas de produtos básicos (+0,4%, de US$ 370,5 milhões para US$ 371,9 milhões, por conta, principalmente, de algodão em bruto, carnes bovina, suína e de frango, minério de ferro, petróleo em bruto). Relativamente a dezembro/2019, houve diminuição de 14,7%, em virtude da retração nas vendas de produtos básicos (-22,3%, de US$ 478,6 milhões para US$ 371,9 milhões) e manufaturados (-12,0%, de US$ 287,5 milhões para US$ 252,8 milhões), enquanto cresceram as exportações de produtos semimanufaturados (+14,2%, de US$ 98,5 milhões para US$ 112,5 milhões)

Nas importações, a média diária até a 3ª semana de janeiro/2020, de US$ 659,4 milhões, ficou 11,5% abaixo da média de janeiro/2019 (US$ 744,9 milhões). Nesse comparativo, diminuíram os gastos, principalmente, com aeronaves e peças (-34,6%), adubos e fertilizantes (-31,4%), combustíveis e lubrificantes (-17,9%), cereais e produtos da indústria da moagem (-16,3%), veículos automóveis e partes (-7,6%). Ante dezembro/2019, houve crescimento de 10,3%, pelos aumentos em farmacêuticos (+41,4%), equipamentos eletroeletrônicos (+30,6%), plásticos e obras (+25,5%), equipamentos mecânicos (+23,5%), químicos orgânicos e inorgânicos (+13,2%).

 

SECEX

20.01.2020

 

 

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