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Balança comercial brasileira: Semanal

 

BALANÇA COMERCIAL BRASILEIRA

OUTUBRO 2017 – 3ª semana

 

  • RESULTADOS GERAIS

Na terceira semana de outubro de 2017, a balança comercial registrou superávit de US$ 1,107 bilhão, resultado de exportações no valor de US$ 4,580 bilhões e importações de US$ 3,473 bilhões. No mês, as exportações somam US$ 12,920 bilhões e as importações, US$ 9,331 bilhões, com saldo positivo de US$ 3,589 bilhões. No ano, as exportações totalizam US$ 177,524 bilhões e as importações, US$ 120,659 bilhões, com saldo positivo de US$ 56,865 bilhões.

  • ANÁLISE DA SEMANA

A média das exportações da 3ª semana chegou a US$ 916,0 milhões, 1,2% abaixo da média de US$ 926,7 milhões até a 2ª semana, em razão da queda nas exportações de produtos semimanufaturados (-2,0%, de US$ 148,7 milhões para US$ 145,8 milhões, em razão de ouro em formas semimanufaturadas, óleo de soja em bruto, ferro fundido, alumínio em bruto, couros e peles) e de produtos básicos (-0,4%, de US$ 414,3 milhões para US$ 412,5 milhões, por conta de petróleo em bruto, minério de cobre, carnes de frango, bovina e suína, cinzas e resíduos de metais preciosos, café em grãos). Por outro lado, cresceram as vendas de produtos manufaturados (+1,4%, de US$ 338,4 milhões para US$ 343,3 milhões, em razão, principalmente, de automóveis de passageiros, motores e turbinas para aviação, óleos combustíveis, suco de laranja não congelado, partes e peças de aviões, helicópteros, etc).

Do lado das importações, apontou-se crescimento de 6,7%, sobre igual período comparativo (média da 3ª semana, US$ 694,6 milhões sobre média até a 2ª semana, US$ 650,9 milhões), explicada, principalmente, pelo aumento nos gastos com combustíveis e lubrificantes, veículos automóveis e partes, farmacêuticos, instrumentos de ótica e precisão, plásticos e obras.

  • ANÁLISE DO MÊS

Nas exportações, comparadas as médias até a 3ª semana de outubro/2017 (US$ 922,9 milhões) com a de outubro/2016 (US$ 685,7 milhões), houve crescimento de 34,6%, em razão do aumento nas vendas das três categorias de produtos: básicos (+45,9%, de US$ 283,5 milhões para US$ 413,6 milhões, por conta, principalmente, de minério de ferro, milho em grãos, soja em grãos, petróleo em bruto, farelo de soja), semimanufaturados (+32,3%, de US$ 111,6 milhões para US$ 147,7 milhões, por conta de semimanufaturados de ferro/aço, açúcar em bruto, óleo de soja em bruto, ferro fundido e ferro-ligas) e manufaturados (+23,4%, de US$ 275,6 milhões para US$ 340,2 milhões, por conta de automóveis de passageiros, laminados planos de ferro/aço, máquinas e aparelhos para terraplanagem, motores e turbinas para aviação, torneiras, válvulas e partes). Relativamente a setembro/2017, houve retração de 1,1%, em virtude da diminuição nas vendas de produtos básicos (-3,1%, de US$ 427,0 milhões para US$ 413,6 milhões) e manufaturados (-1,3%, de US$ 344,6 milhões para US$ 340,2 milhões), enquanto cresceram as vendas de produtos semimanufaturados (+2,3%, de US$ 144,3 milhões para US$ 147,7 milhões).

Nas importações, a média diária até a 3ª semana de outubro/2017, de US$ 666,5 milhões, ficou 17,2% acima da média de outubro/2016 (US$ 568,8 milhões). Nesse comparativo, cresceram os gastos, principalmente, com combustíveis e lubrificantes (+83,4%), veículos automóveis e partes (+21,4%), equipamentos eletroeletrônicos (+20,1%), instrumentos de ótica e precisão (+18,7%), químicos orgânicos e inorgânicos (+11,9%). Ante setembro/2017, houve queda de 1,2%, pela diminuição em adubos e fertilizantes (-38,7%), cereais e produtos da indústria da moagem (-26,0%), farmacêuticos (-24,8%), químicos orgânicos e inorgânicos (-17,6%) e equipamentos mecânicos (-9,4%).

SECEX/DEAEX

23.10.2017

 

3ª Semana 10 Mês

 

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